Área de tomate cresce 10,8% em SP, mas produtividade cai 11,5%
Safra de inverno termina com 423 mil toneladas mesmo após avanço da área cultivada; região de Campinas concentra 11,3% da produção paulista e produtores buscam aumentar eficiência por hectare
São Paulo ampliou em 10,8% a área destinada ao tomate de
mesa na safra de inverno 2025/26, mas terminou o ciclo produzindo 1,9% menos. O
resultado final divulgado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) mostra que
a produtividade recuou 11,5%, para 82,3 toneladas por hectare, expondo uma
equação cada vez mais relevante para o produtor: ocupar mais terra já não
significa necessariamente colocar mais tomate no mercado.
O levantamento, realizado pelo IEA em parceria com a
Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), aponta 5,1 mil hectares
cultivados e produção de 423 mil toneladas de tomate envarado de inverno no
estado. A Regional de Campinas responde por 11,3% desse volume, atrás apenas de
Itapeva, que concentra 58,8%.
A diferença entre o crescimento da área e a queda do
rendimento coloca a produtividade no centro das decisões em uma cultura
importante e bastante sensível às condições ambientais. No cinturão agrícola da
região de Campinas, onde estão municípios como Sumaré, Monte Mor e Mogi Guaçu,
produtores precisam administrar uma combinação de custos com irrigação,
fertilizantes, defensivos, mão de obra e manejo ao longo de todo o ciclo.
Para Francisco de Carvalho, gerente comercial da
Hydroplan-EB, o resultado da safra chama atenção justamente porque mostra os
limites de uma estratégia baseada apenas na expansão da área cultivada. “Quando
temos mais hectares plantados e, ainda assim, uma produção menor, a discussão
necessariamente passa pela eficiência. O produtor precisa olhar para quanto
cada hectare consegue entregar e para o aproveitamento dos recursos que já
estão sendo utilizados dentro da propriedade”, afirma.
No tomate, a água ocupa uma posição particularmente
importante nessa conta. Oscilações na disponibilidade hídrica podem interferir
no desenvolvimento das plantas, na formação dos frutos e na absorção dos
nutrientes. Ao mesmo tempo, simplesmente aumentar o volume aplicado não
significa necessariamente elevar a produtividade.
Em áreas de Sumaré, Monte Mor e Mogi Guaçu acompanhadas pela
Hydroplan-EB, a irrigação por gotejamento já faz parte do manejo da cultura. O
desafio passa a ser aumentar a eficiência da água aplicada e mantê-la
disponível por mais tempo na região explorada pelas raízes. “O sistema de
irrigação leva a água até a lavoura, mas existe uma segunda discussão, que é o
que acontece com essa água depois da aplicação. Quanto dela permanece
disponível para a planta? Quanto é efetivamente aproveitado? Quando falamos de produtividade,
precisamos considerar também essas perdas”, explica Carvalho.
Entre as tecnologias utilizadas nessas áreas está o HB10
Drip, desenvolvido para aplicação diretamente na água da irrigação por
gotejamento. A solução atua na retenção de água no solo e busca ampliar a
disponibilidade hídrica para as plantas ao longo do ciclo.
Testes controlados e monitorados anteriormente em lavouras
comerciais de tomate apontaram aumento de produtividade entre 8% e 10% nas
áreas tratadas em comparação ao manejo padrão, segundo o engenheiro agrônomo
Márcio Boldrin, da Biogênese.
Além do rendimento, o acompanhamento das áreas indicou
plantas mais robustas, folhas maiores e menor murchamento durante períodos de
calor excessivo. Segundo Boldrin, a maior retenção de água também pode
favorecer o aproveitamento da adubação e reduzir perdas de nutrientes por
lixiviação.
Para Francisco, tecnologias desse tipo ganham relevância à
medida que o produtor passa a analisar não apenas o volume produzido, mas a
relação entre recursos utilizados e resultado obtido. “Água, fertilizante,
energia e mão de obra têm custo. Quando conseguimos melhorar o aproveitamento
desses recursos, não estamos falando apenas de uma questão agronômica, mas
econômica. O próximo avanço de produtividade pode estar muito mais em fazer
melhor uso da estrutura existente do que simplesmente aumentar a área”, afirma.
Os números finais da safra paulista reforçam essa discussão.
Enquanto a área avançou 10,8%, o rendimento médio caiu de um ciclo para outro e
fechou em 82.324 quilos por hectare. Campinas permanece como a segunda
principal regional produtora do estado.
Em uma cadeia na qual produtividade, qualidade e custos
influenciam diretamente a rentabilidade da propriedade, o contraste deixa um
alerta para as próximas safras: produzir mais tomate pode depender cada vez
menos de ocupar novos hectares e mais de extrair eficiência de cada hectare já
cultivado.
Sobre a Hydroplan-EB:
Com 27 anos de atuação, a Hydroplan-EB tem como propósito
tornar o agronegócio mais sustentável, oferecendo produtos que garantem uma
safra mais eficiente e menor impacto ambiental. Referência global na aplicação
do gel na agricultura, a empresa se destaca também no desenvolvimento e uso de
produtos de origem natural, como óleos essenciais e fertilizantes especiais, no
mercado agrícola.
Mais informações em:
http://hydroplan-eb.com/